INTRODUÇÃO
O que é apostasia ?
Vejamos o texto:
“Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor
Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais
facilmente do vosso
entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito,
quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de
Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane;
porque não será assim sem que antes
venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da
perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus,
ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus,
querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas
coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o
detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o
mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do
meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor
desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua
vinda;
A esse cuja vinda é segundo a eficácia
de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com
todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o
amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a
operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.”
(II Tessalonicenses 2:1-12)
Tomei a liberdade de sublinhar os textos mais
relevantes a este estudo e, através da própria palavra de Deus, vamos
buscar uma melhor compreensão do que tem sido a apostasia. Notem bem que
este estudo não é sobre o anticristo e nem vou abordar a reconstrução
do templo (principalmente porque já abordei um pouco sobre tais assuntos
em outros textos): vamos falar sobre as igrejas de nossos dias, seu
enfraquecimento e quem é o responsável por isto.
A PALAVRA “APOSTASIA”
Segundo a definição do site Bíblia on line, a palavra “apostasia” significa
“Ato de desviar-se ou afastar-se do relacionamento com Deus”. O dicionário Aurélio corrobora com tal definição:
Apostasia (do grego apostasia) — Substantivo feminino.
1. Separação ou deserção do corpo constituído (de uma instituição, de um partido, de uma corporação) ao qual se pertencia.
2. Abandono da fé de uma igreja, especialmente a cristã.
3. Abandono do estado religioso ou sacerdotal.
Ora, a primeira idéia que me ocorre ao ler tais
explicações é que as igrejas vão ficar vazias… afinal, parece que todos
vão se desviar, se afastar ou abandonar suas igrejas.
Mas, por favor, observemos com mais atenção as
palavras de Paulo, principalmente os versos 10 e 11 de II
Tessalonicenses 2: ele menciona sinais e prodígios de mentira sendo
apresentados, assim como engano para os que perecem porque não receberam
o amor da verdade.
De sinais e prodígios de mentira as igrejas já estão
repletas! Acho melhor nem começar a citar exemplos absurdos das
heresias criadas para enganar aqueles que têm preguiça de conhecer a
palavra de Deus, mas o simples fatos de alguém estar anunciando sinais,
prodígios, avivamentos (… ou qualquer uma dessas novidades
“best-sellers” modernas) já é motivo suficiente para que devamos
desconfiar do que pode ser encontrado, principalmente diante das
palavras de Jesus Cristo:
“Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está
aqui, ou ali, não lhe deis crédito; Porque surgirão falsos cristos e
falsos profetas, e farão sinais e prodígios que, se possível fora,
enganariam até os escolhidos.”
(Mateus 24:23-24)
Nós não estamos mais em “tempo de festa”! Muito pelo
contrário: de acordo com a palavra de Deus e os sinais que, segundo
ela, devem ser observados, nós estamos claramente vivendo os últimos
dias. Sobre isso eu já fiz
um estudo e mantenho um
weblog.
Ora, você pode dizer, mas tais movimentos
antibíblicos só têm colaborado para trazer mais pessoas para as igrejas!
A cada dia mais e mais pessoas se convertem através do uso de tais
técnicas… Certamente isso só pode ser de Deus!
Desculpe-me, amado irmão, mas não pertence ao homem
e nem às suas técnicas o poder de convencer o pecador. A conversão
genuína não ocorre quando prometemos mentiras. Sobre esse assunto
vou transcrever um pequeno trecho do excelente texto escrito por Ray
Comfort e que chegou até minhas mãos através do Evangelista Ewerton:
A tragédia do evangelismo moderno é que, na virada do
século XX, quando a lei de Deus foi abandonada e desprezada em sua
capacidade de converter a alma, de conduzir os pecadores a Cristo, os
defensores do evangelismo moderno tiveram que encontrar outra razão para
os pecadores responderem ao evangelho. E a maneira que os evangelistas
modernos encontraram para atrair tais pecadores foi a estratégia da
“melhoria na qualidade de vida.” O Evangelho foi degenerado para algo
como: “Jesus Cristo vai te dar paz, alegria, amor, realização pessoal e
felicidade duradoura.” Agora, para ilustrar a natureza antibíblica deste
ensinamento tão popular, gostaria que vocês escutassem com bastante
atenção a seguinte anedota, pois a essência do que estou ensinando
baseia-se nesta historinha que vou contar. Então, por favor, escutem
atentamente:
Dois homens estão sentados em um avião. Ao primeiro é
dado um pára-quedas e é orientado a colocá-lo, pois, o pára-quedas
melhoraria a qualidade do seu vôo. Ele fica um tanto cético no início
porque não consegue ver como o fato de usar um pára-quedas em um avião
poderia melhorar a qualidade de seu vôo. Depois de um certo tempo porém,
ele decide experimentar para ver se o que lhe havia sido dito era mesmo
verdade. Então, quando ele coloca o pára-quedas, ele nota o peso sobre
seus ombros e descobre que tem dificuldade para sentar-se direito. Mesmo
assim, não tira o pára-quedas de imediato, pois se consola com o fato
de que lhe foi dito que o pára-quedas melhoraria o seu vôo. Assim, ele
decide dar um tempinho para ver se a tal coisa funciona mesmo. Enquanto
espera, percebe que alguns dos outros passageiros estão rindo dele, pelo
fato de ele estar usando um pára-quedas em pleno vôo. Ele começa a
sentir-se um tanto humilhado. Quando os outros passageiros começam a
apontar e rir dele, ele não agüenta mais! Então, encolhe-se em sua
poltrona e arranca o pára-quedas, jogando-o ao chão. Desilusão e
amargura preenchem o seu coração, pois, pelo que parece, contaram-lhe
uma mentira absurda!

O
segundo homem também recebe um pára-quedas, mas escutem só o que lhe é
dito: “Coloque este pára-quedas, pois a qualquer momento você terá que
saltar deste avião e nós estamos a 25.000 pés de altura.” Ele fica muito
agradecido e coloca logo o pára-quedas; Nem percebe o peso do objeto
sobre seus ombros, muito menos se incomoda com o fato de que não
consegue sentar-se direito, pois sua mente está ocupada
(ou até mesmo consumida) pelo pensamento do que aconteceria se
saltasse sem o pára-quedas.
Vamos analisar o motivo e o resultado da experiência
de cada um dos passageiros. O motivo do primeiro homem para colocar o
pára-quedas foi apenas para melhorar a qualidade de sua viagem. O
resultado da experiência foi que ele se sentiu humilhado pelos
passageiros, ficou desiludido e bastante amargurado em relação àqueles
que lhe deram o pára-quedas. Ele precisará de um longo tempo para
recuperar-se da experiência e, possivelmente, nunca mais vai aceitar uma
coisa daquelas novamente. O segundo homem colocou o pára-quedas
simplesmente para escapar do salto para morte e, devido ao conhecimento
do que aconteceria se saltasse despreparado, ele tem uma profunda
alegria e paz no coração, pois sabe que será salvo de uma morte certa e
terrível. Tal conhecimento dá-lhe a habilidade de suportar o escárnio
dos outros passageiros. Sua atitude em relação a quem lhe ofereceu o
pára-quedas é de profunda gratidão.
Agora, escutem o que os métodos de evangelismo
moderno dizem. Eles dizem assim: “Coloque o Senhor Jesus Cristo. Ele te
dará amor, alegria, paz, realização pessoal e felicidade duradoura.” Em
outras palavras, “Jesus melhorará a sua viagem.” Dessa maneira, o
pecador responde ao apelo de um modo experimental e coloca [veste] o
Senhor Jesus para ver se a “propaganda” é verdadeira. E o que vem sobre
ele? Tentação, tribulação e perseguição. Os outros passageiros
escarnecem dele. O que ele faz, então? Arranca o Senhor Jesus e joga ao
chão, pois se sente ofendido por causa da Palavra (Marcos 4.17). Ficou
desiludido e bastante amargurado, e com razão. Pois, prometeram-lhe paz,
alegria, amor, realização e felicidade duradoura, e tudo o que
conseguiu foram provações e humilhação. Então, ele passa a apontar sua
amargura em direção àqueles que lhe deram as tão famosas “boas novas”.
Seu último estado é pior do que o primeiro: outro desviado inoculado e
amargurado.
Santos, ao invés de pregar que Jesus melhora a
qualidade do vôo, nós deveríamos estar alertando os passageiros que eles
terão que pular do avião. Ou seja, “que está determinado ao homem
morrer uma só vez, e que depois disto virá o julgamento.” (Hebreus
9:27). E aí, quando o pecador entender as horríveis conseqüências por
quebrar a Lei de Deus, ele correrá para os braços do Salvador para
escapar da ira vindoura. E, se formos testemunhas verdadeiras e fiéis, é
isso que deveremos pregar: que existe uma ira vindoura; que Deus
“ordena a todas as pessoas em todos os lugares que se arrependam” (Atos
17:30). Por que se arrepender? “Porque Ele estabeleceu um dia em que
julgará o mundo com justiça” (vs. 31). Entenda que a questão não é sobre
felicidade, mas sim, justiça. Não importa o quanto o pecador possa
estar sendo feliz ou o quanto ele possa estar aproveitando [curtindo]
“os prazeres passageiros do pecado” (Hebreus 11.25) Sem a justiça de
Cristo, ele perecerá no dia da ira. “De nada aproveitam as riquezas no
dia da ira; porém a justiça livra da morte.” (Provérbios 11.4). Paz e
Alegria são frutos legítimos da salvação, mas não é legítimo usar tais
frutos como propaganda para a salvação. Se persistirmos em fazer isso,
os pecadores responderão à mensagem com um motivo impuro, desprovidos de
arrependimento.
Agora, vocês conseguem lembrar porque o segundo
passageiro tinha alegria e paz no coração? Era porque ele sabia que o
pára-quedas ia salvá-lo da morte certa. E como crente, como Paulo diz,
eu tenho “alegria e paz em crer” (Romanos 15:13), porque sei que a
justiça de Cristo me livrará da ira vindoura.
Agora, com esses pensamentos em mente, vamos analisar com cuidado um
incidente a bordo do avião. Aparece uma aeromoça novata. Ela carrega uma
bandeja com café fervendo [de tão quente]. É o seu primeiro dia de
trabalho. Ela quer que este dia fique marcado na mente dos passageiros, e
consegue seu intento, pois conforme está andando pelo corredor, tropeça
e despeja café quente no colo do nosso segundo passageiro. Qual a
reação dele ao sentir o líquido fervente queimar a sua pele? Será que
ele grita: “Aaaaaii! Que dor!” A-hã, ele sente a dor. Mas será que
arranca o pára-quedas e o joga ao chão? Será que ele esbraveja dizendo:
“Droga de pára-quedas!”? Não. Por que ele faria isso? Ele não colocou o
pára-quedas para melhorar a qualidade de seu vôo. Ele colocou para
salvá-lo da morte certa. Por isso, o incidente faz com que se agarre
ainda com mais força ao pára-quedas e mal consiga esperar a hora de
saltar.
Então, se “colocarmos” o Senhor Jesus pelo
motivo correto, isto é, para escapar da ira vindoura, quando vier a
tribulação, quando o vôo ficar turbulento, nós não ficaremos com raiva
de Deus e nem perderemos nossa paz e alegria. Por que faríamos isto? Não
aceitamos Jesus para melhorar nosso estilo de vida: nós o aceitamos
para fugir da ira vindoura. Portanto, ao invés de nos irarmos, a
tribulação conduz o verdadeiro crente para mais perto do Salvador. E,
infelizmente, temos literalmente, multidões de pessoas que se professam
Cristãos, mas que perdem sua alegria e paz quando o vôo fica turbulento.
Por quê? Porque são o produto de um evangelho humanista. Estes crentes
vêm a Jesus sem arrependimento, sem o qual não há salvação.
Confesso que após ler este trecho me descobri com
os olhos marejados de lágrimas, pois é exatamente na promessa da
“viagem melhor” que tem se baseado a maior parte do evangelismo que
vejo acontecendo. Conheça a
íntegra deste texto.
Mas alguém pode pensar: de um jeito ou de outro, pelo menos encher as igrejas impede a apostasia, não é mesmo?
Resposta ERRADA! Veja, no verso 11,
o que faz as pessoas perecerem: perecem porque não receberam o amor da
verdade! E o que é esse “amor da verdade”? Ora, se você não sabe,
leiamos juntos:
“A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade”
(Salmos 119:142)
“Tu estás perto, ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade”
(Salmos 119:151)
“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”
(João 17:17)
Vejam que “receber o amor da verdade” é uma analogia
a se esforçar para receber o conteúdo da palavra de Deus e conhecê-lo!
Isso implica em ter uma atitude semelhante àquela que os bereanos
tomaram, conforme relata
Atos 17:10-11… e isso poucos se dispõem
a fazer: hoje a maioria se contenta em seguir as “fórmulas mágicas” que
prometem te ensinar como conseguir “tudo de Deus”.
O raciocínio acima ganha uma explicação complementar ao lermos a passagem onde Jesus Cristo cita as duas portas. Vejamos:
“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta,
e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram
por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à
vida, e poucos há que a encontrem. Acautelai-vos, porém, dos falsos
profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são
lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se
uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?”
(Mateus 7:13-16)
Antigamente eu pensava que a porta larga era o mundo
e a porta estreita era a igreja e talvez muita gente pense dessa forma
até hoje… mas consideremos o seguinte raciocínio: o ato de “entrar por
uma porta” já indica a intenção de ir a algum lugar, correto?
Então comecei a perceber que as pessoas do mundo não
são aquelas que entram pela porta larga… os pecadores nem tentam entrar
em porta alguma! Eles preferem passar bem longe de qualquer uma das
duas portas. Logo, quem entra pela porta larga são aqueles que têm uma
intenção inicial de buscar a Jesus, mas que não enfrentam as
dificuldades inerentes a esta busca… simplesmente crêem que podem fazer
de tudo o que lhes der na telha e Deus estará aceitando qualquer tipo de
“
fogo estranho”…
E não adianta dizer que as intenções dessas pessoas
são puras, que são inocentes por estarem sendo guiados por um pastor
incompetente ou que Deus recebe qualquer tipo de adoração: a Bíblia
mostra que a inocência do ser humano não o exime de culpa perante Deus:
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as
nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a
folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.”
(Isaías 64:6)
E que também o fato de uma pessoa estar sendo
enganada (levada por caminhos estranhos porque crê na palavra de um
falso mestre) não torna a culpa de sua complacência criminosa imputável a
ninguém mais além de a si mesma e de sua indisposição (não se esforçar)
para “receber o amor da verdade”:
“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”
(Romanos 14:12)
Ou seja, grande parte dessa multidão que está
lotando as igrejas atuais está mesmo destinada a ser enganada se não
perceber que tem de entrar o mais rápido possível pela porta estreita,
ou seja, buscar logo conhecer a verdade contida nas Escrituras.
Notem que logo após a menção às portas Jesus
menciona justamente os lobos devoradores que são os atuais falsos
profetas: a Bíblia não foi escrita por coincidências! Se você, amado
irmão, está percebendo que seu líder se importa mais com a quantidade do
que com a qualidade de seus frutos (ou seja, quer ver a igreja cheia,
mas não se importa que a grande maioria desse público seja composta por
espinhos e abrolhos), tenha muito cuidado! Nesse caso eu não posso fugir
a regra de citar apenas o conteúdo bíblico:
“Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação,
evita-o, Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si
mesmo condenado.”
(Tito 3:10-11)
“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não
conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a
doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira
acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas,
porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Contendas de homens corruptos de
entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa
de ganho; aparta-te dos tais.”
(I Timóteo 6:3-5)
“Mas agora vos escrevi que não vos associeis com
aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou
maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.
Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais
vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai pois
dentre vós a esse iníquo.”
(I Coríntios 5:11-13)
Imagino que nesse ponto do estudo alguns irmãos já
devam estar muito mais do que chocados, porém é meu dever informar que a
tolerância generalizada e o conceito de “amor permissivo” apresentado
como base para a existência de algumas igrejas não são o “amor” ao qual a
palavra de Deus se refere! Aliás, as pessoas têm confundido cada vez
mais Deus com o tal Papai Noel… e, por favor, esse é um dos piores
enganos em que um ser humano pode incorrer! Dizer “não julgar para não
ser julgado” é uma forma de distorcer a verdade bíblica! Veja o que
Jesus Cristo diz:
“Não julgueis segundo a aparência, mas
julgai segundo a reta justiça.”
(João 7:24)
Ora, sendo a “reta justiça” chamada de “palavra de
Deus”, temos acima uma lição para que não utilizemos parâmetros humanos e
estéticos para julgamento, mas sim o parâmetro apresentado por Deus.
Tal recomendação ampara outro texto importantíssimo:
“Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem,
quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas
a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo. E bem
sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem.”
(Romanos 2:1-2)
As regras do jogo estão claras e escritas da mesma
forma a quase dois mil anos, porém o ser humano vive inventando
novidades para distorcer a verdade e apresentar um evangelho mais
“agradável”, mais “popular”… nada além de enganação, psicologismo,
humanismo e heresias. Deus é amor, porém é também justiça! E, volto a
repetir, justiça baseada apenas nos moldes da palavra de Deus e nunca na
avaliação humana (vide
Isaías 64:6).
Hoje as pessoas não conhecem a genuína fé que é
recomendada por Deus, porém vivem em busca de sinais que fortaleçam suas
experiências pessoais… que justifiquem sua “fé” de meia tigela.
Dedicam-se incansavelmente a buscar sinais e prodígios, esquecendo-se de
uma importante citação bíblica:
“Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação?
De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”
(Romanos 10:16-17)
Que impressionante! Voltamos a citar a Bíblia como
base da fé. Note que não servem os trechos fora de contexto (tão
comumente utilizados pelos pregadores e escritores da moda) e muito
menos as frases de efeito (embutidas nas populares canções “gospel”). O
poder da fé está no estudo e na compreensão da palavra de Deus: pode não
ser tão sonora e nem te agradar tanto, mas É A VERDADE!
Se tal verdade for conhecida e o verdadeiro
evangelho divulgado… vai ser o pior período para as igrejas que dependem
das grandes multidões para sustentar seus prédios luxuosos e os
salários astronômicos de alguns líderes “estrelas”. Quem vai assistir
programas de TV e rádio baseados em fábulas e não na sólida
fundamentação bíblica? E essas músicas absurdas? Isso causaria a
falência de toda uma “indústria gospel”, construída ao redor da
ignorância, do fanatismo e das superstições de um povo que prefere ser
estúpido a se salvar pelo conhecimento da palavra de Deus.
Agora, o fato mais curioso de toda esta história é
que quem vai afundar ainda mais esse povo em seus enganos não vai ser
Satanás,
mas sim o próprio Deus! Veja a verdade
em II Tessalonicenses 2:11-12:
“E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.”
Ou seja, da próxima vez em que encontrar pessoas
estupefatas pelas árvores douradas (ou prateadas), ou impressionadas
com as bolas de fogo, os sapateados, as quedas, os
“arrebatamentos”… só me resta admitir que tudo isso vem de Deus…
e vem mesmo!
O problema é o objetivo… (para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade)
Isto me deixa atônito… pois este é meu primeiro
estudo onde eu, sinceramente, gostaria de estar errado: era muito mais
fácil pensar que 100% dos erros eram operados apenas por Satanás. Num
país onde as pessoas alfabetizadas mal sabem ler e, ainda por cima,
detestam a leitura… quantos se salvarão? Quantos compreenderão a palavra
de Deus de forma correta?
Me preocupo com estes que andam fazendo e vivendo à
base de grandes sinais e prodígios, pois já sei exatamente as “falas” do
diálogo que terão com Deus no dia do juízo:
“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não
profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e
em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi
abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a
iniqüidade.”
(Mateus 7:22-23)
Então, amados, concluo este estudo recomendando que
se preocupem mais em conhecer a verdade, em discernir os enganos
plantados… em buscar a salvação mediante o conhecimento da verdade e a
conseqüente santificação. Apostasia não significa que a igreja ficará
vazia de pessoas, mas sim vazia do verdadeiro Espírito Santo de Deus…
vazia de cristãos genuínos e conhecedores da verdade, dispostos a lutar
pela veracidade da palavra e seguir suas ordens:
“Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus
Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu
reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas,
repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá
tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos
ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias
concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um
evangelista, cumpre o teu ministério.”
(II Timóteo 4:1-5)
Que Deus nos abençoe, proteja, guie e,
principalmente, aumente nossa fé nestes que se mostram (mediante o
cumprimento das profecias) como os últimos dias.
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